Arte
Galerias de rua que mudaram o desenho de Porto Alegre
Por Luísa Mendonça · 12 de junho
O que começou como intervenções pontuais virou roteiro de passeio — e conversa sobre quem ocupa o centro histórico.
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Editorial
Não faltam notícias rápidas. Faltam histórias que prendem o olhar na calçada, no corredor da galeria, na fila do pão. A Vitrine nasceu para isso — com ritmo de revista, não de feed infinito.
Na cidade
Moradores de Campinas organizam rodas depois do expediente. O silêncio virou convite.
Intervenções coletivas reabriram conversas sobre patrimônio, turismo e moradia no entorno do Mercado Público.
Às quintas, o espaço fecha cedo para funcionários — e reabre para quem traz caderno, violão ou só vontade de ouvir.
O gesto de mostrar obra sem filtro digital ainda convence — mesmo quando o aluguel da praça subiu.
Voluntários estendem o horário duas vezes por semana. O acervo é pequeno, mas o hábito pegou.
Sem pedir nome, o fotógrafo registra quem espera o metrô. O arquivo já tem mais de duzentas faces.